sábado, 24 de fevereiro de 2007
O "Eu" Cotidiano 09
"So this is christmasssss". Pois é, era natal de 2006, e eu precisava de um temático. Acho legal depois de um tempinho me dedicando ao hq, que eu tivesse um tema assim, natalino. Pra simbolizar bastante, resolvi recorrer a muitas cores, um estilo diferente de narrativa - contada com cartas de papel de anotação que as crianças usam pra pedir coisas ao papai noel - e a utilização de uma pintura clássica como a Santa Ceia.
No entanto, acho que depois da edição 08, eu fiquei um pouco desanimado. A Edição 09, não só teve aquela pressão do prazo, como também ficou colorida demais em comparação com as outras anteriores, principalmente com a anterior, que é baseada em filmes Noir. Pra finalizar, ela foi muito criticada pelos amigos.
No fim, acho que não foi tão feliz, esta obra, porém, não deixa de ter seu valor como piada... E mais uma vez, aparece a princesinha.
Meister
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 13 de novembro de 2006
O "Eu" Cotidiano 08
Demorou, mas eu fiz. Pra quem me conhece, não são segredos certas fissuras que eu tenho. Neste caso, Filmes Noir. Eu queria muito fazer uma história em que pudesse usar os elementos do gênero, ainda porque eu estava escrevendo um roteiro bem ao estilo para um hq mais sério e pra isso, me entupi de Sin City, Blacksad e filmes mais cult, como Reservoir Dogs e Snatch.
Daí, aderi a uma angústia que sei que muitos passam nos fins de semana ociosos que temos, e adicionei um pouco da tragédia cotidiana que só os filmes do gênero sabem dar.
Acabou sendo uma das edições mais visitadas e comentadas pelos leitores e uma das minhas favoritas particularmente.
Nessa época, surgiu a idéia de eu fazer sequência a umas histórias, para repetir um pouco o clima delas e criar uma linha histórica, como é feito em Calvin and Hobbes.
Quando eu começar a investir nisso, o cenário Noir será definitivamente um dos utilizados!
Meister
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terça-feira, 3 de outubro de 2006
O "Eu" Cotidiano 07
O IMPERADOR!!! Bem, é uma faceta do personagem principal que sinto que é a mais forte. A pretensão. Se ele pudesse, seria Deus, ou ao menos, o líder do universo. É aquela parte do lado negro da Força em todos nós. Só que em um momento de carência, de necessidade, até mesmo para se ter a atenção de levar uma bronca por alguma besteira, agente sempre acaba recorrendo ao cordão umbilical...
A mãe dele é uma forma dele mostrar que ainda não cresceu totalmente, apesar de já beber cerveja e sair com mulheres. É interessante algumas pessoas perguntarem pra mim o por quê de eu desenhá-lo, bem como os seus coadjuvantes, parecidos com bebês... Acho que essa falta de maturidade é bem exemplificada pelo traço... ele é, de fato, um bebê com barba, bigode, falando grosso, bebendo cerveja e galanteando as mulheres... Alguém que precisa passar ainda pelo ritual de amadurecimento... Até porque a modernidade muitas vezes impede as pessoas de crescerem.
Enquanto em tempos antigos, os jovens guerreiros de tribos indígenas precisavam suportar fortes provações, os jovens de hoje precisam no máximo suportar o Domingão do Faustão num domingo ocioso.
De certa forma, é uma crítica a mim mesmo como uma pessoa que está sempre tentando amadurecer e aos eternos adolescentes que às vezes passam da casa dos trinta sem amadurecimento.
De qualquer forma, o trabalho artístico: eu tentei usar o Corel Painter IX na produção dessa primeira gravura. Me deu tanto trabalho que demorei 3 semanas intercalando desenho e trabalhos só pra finalizar este. O resultado ficou muito show, eu adorei terminá-lo e no fim até me estimulou mais a fazer elaborações audaciosas no processo de criação do hq.
Espero que tenham gostado tanto quanto "eu"!
Meister
domingo, 9 de julho de 2006
O "Eu" Cotidiano 06
Nada pra fazer... Um telefonema, uma idéia... "Ei, André! Vamos numa RAVE GÓTICA?!" Achei a idéia legal, e acabei aceitando... Estava solteiro, ia para um lugar em que eu não conhecia ninguém, ver bandas e tudo mais, e entrar num ambiente desconhecido...
Dae, uma garota ruiva, linda, encostada numa barra... eu digo "você dança bem, posso dançar contigo?" ela logo em seguida, olha pra mim e se joga no chão em prantos...
Depois disso, eu passei a ter uma outra visão sobre os góticos... Acho que deixei isso claro hehehehe.
Neste caso, eu quis usar um pouco mais de vetorial, ainda que tivesse feito a maioria da colorização no Photoshop.
Meister
quinta-feira, 11 de maio de 2006
O "Eu" Cotidiano 05
Este foi um dos primeiros hqs que eu resolvi dar um tratamento um pouco mais pesado em termos de cores. Eu gosto muito de usar o "Eu" Cotidiano para treinar algumas técnicas de ilustração - já que eu trabalho como ilustrador e não tenho sempre um tempo pra estudar técnicas e tudo mais.
Este também tem um coadjuvante-amigo, a Juliana, vocalista do Nightwish Cover.
Pra quem não sabe, eu gosto muito de cantar, como um hobbie, e houve um dia em que eles vieram fazer uma apresentação na minha cidade natal, e por acaso estavam sem vocalista. Então, ela ofereceu a mim para subir e cantar um dueto com ela da música "The Phantom Of The Oprah".
Eu não só adoro essa música, como fui ver o musical em São Paulo, e adorei a história. Então, veio a inspiração para a historinha.
*Uma curiosidade: A Ju tem aulas de canto com o Saulo Vasconcelos, o ator que fez o Fantasma na peça.
D. Meister
sexta-feira, 5 de maio de 2006
O "Eu" Cotidiano 04
Estava uma época divertida na minha vida. O "Eu" Cotidiano começava a fazer alguns espectadores, o fotolog aumentava sua quantidade de visitantes e comentários.
Uma das coisas mais legais foi o pessoal que lia pedir para ser incluso nas historinhas, como coadjuvantes. No fim, em quase toda a idéia que eu tinha, se eu colocasse um figurante que fosse que não tinha rosto, colocava os amigos. Acabou virando outra marca do hq para as pessoas que me conhecem, que por até uma questão lógica, se identificam mais com essas histórias do que as pessoas que nunca ouviram muito sobre mim. Eu até cheguei a escutar coisas como "quem conhece você deve dar muita risada", ou "nossa, é vc cuspido e escarrado". Tem, claro, o que eu já mencionei antes, o fato de todas as historinhas serem baseadas em fatos verídicos de minha vida...
Enfim, essa edição se refere à masculinidade. Não, não uma representação machista dizendo que mulher é um objeto, nem uma sagração ao feminismo de uma forma babona e puxa-saquista... Apenas a constatação de que quem diz que não olha pro lado, é hipócrita...
Como disse Al Pacino: The day we stop looking is the day we die!
D. Meister
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